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27 de mai. de 2015

Amor de Salvação

Amor de Salvação, obra de Camilo Castelo Branco, publicada em 1863, é uma novela passional, considerada pela crítica uma das obras mais bem acabadas do autor. Um romance sobre emoções perturbadoras, que resistem ao tempo e sobrevivem a todos os obstáculos de uma época extremamente conservadora.

O autor enaltece nesta obra o caráter salvador do amor, como um sentimento capaz de regenerar os corações distantes da vida digna: afasta boêmios das tavernas, as mulheres dos leitos quentes e restaura a honra e o perdão nos corações humanos. Com lirismo e ironia o autor retrata o drama do protagonista Afonso, que se divide entre o amor de duas mulheres: Mafalda, a mulher-anjo representada por uma jovem do meio rural, e Teodora, a mulher-demônio personificada pela mulher da cidade. Apesar do título Amor de Salvação a novela relata em quase toda sua extensão, um “amor de perdição” entre Afonso e Teodora. Ao “amor de salvação”, Mafalda, são dedicadas somente as ultimas páginas do romance.

A história relata lembranças que são contadas ao narrador pelo protagonista, Afonso de Teive, em uma noite de Natal, após um reencontro entre os dois que não se viam há quase doze anos.


Referência:
http://www.passeiweb.com/estudos/livros/amor_de_salvacao

Amor de Perdição


Camilo Castelo Branco pertence à Segunda fase do Romantismo português, chamada Ultra-Romantismo – corrente literária da segunda metade do século XIX que leva ao exagero os ideais românticos. Escreveu vários gêneros de novelas: satíricas, históricas e de suspense. 

Camilo Castelo Branco conquistou fama com a novela passional Amor de Perdição. Bem ao gosto romântico, a característica principal da novela passional é o seu tom trágico.  As personagens estão sempre em luta contra terríveis obstáculos para alcançar a felicidade no amor.

Nesta novela passional, de temática romântica exemplar,considerada uma espécie de Romeu e Julieta lusitano, o escritor levou às últimas conseqüências a idéias de que o sentimento deve sobrepor-se à vida e à razão. 

O livro trata do amor impossível e discute a oposição entre a emoção e os limites impostos pela sociedade à realização da paixão. 

Sem conseguir o objeto da paixão, o herói romântico confirma seu destino trágico. Nele, o mesmo amor que redime resulta em morte, conforme antecipa o narrador-autor na introdução do livro, ao comentar o destino do seu herói: “Amou, perdeu-se e morreu amando”. 


Normalmente, essa busca é frustrante. Mesmo quando os amantes ficam juntos, isso é conseguido a custa de muito sofrimento. Os direitos do coração, freqüentemente, vão de encontro aos valores sociais e morais. Segundo o autor, Amor de Perdição foi escrito em 15 dias em 1861, quando ele estava preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por ter-se envolvido em questões de adultério. 

Como o drama de Romeu e Julieta, a obra focaliza dois apaixonados que têm como obstáculo para a realização amorosa a rivalidade entre as famílias. A ação se passa em Portugal, no século 19. Tem um narrador em primeira pessoa, que não participa dos acontecimentos, mas conhece os fatos passados por “ouvir falar” e “por pesquisar em documentos”.

O narrador diz contar fatos ocorridos com seu tio Simão. Residentes em Viseu, duas famílias nobres, os Albuquerques e os Botelhos, odeiam-se por causa de um litígio em que o corregedor Domingos Botelho deu ganho de causa contrário aos interesses dos primeiros. Simão é um dos cinco filhos do corregedor.


Referência:
http://eduquenet.net/perdicao.htm